O que faz um engenheiro de alimentos? Acadêmicos da FACFAN/UFMS visitaram a fábrica da DALE Sorvetes e conheceram, na prática, como a teoria do curso se aplica na indústria.
Na manhã do dia 18 de setembro de 2026, os acadêmicos do curso de Engenharia de Alimentos da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Alimentos e Nutrição (FACFAN), da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), realizaram uma visita técnica à fábrica de produção da marca DALE Sorvetes.
Fonte: Os autores (2026).
A atividade foi realizada como parte da disciplina de Extensão em Engenharia de Alimentos, sob orientação da professora Raquel Pires Campos, com o objetivo de proporcionar aos acadêmicos uma experiência prática relacionada aos conhecimentos desenvolvidos ao longo da formação acadêmica.
Durante a visita, os alunos tiveram a oportunidade de conhecer as instalações da empresa, observar a organização dos diferentes setores da indústria e acompanhar o funcionamento de máquinas e equipamentos utilizados no processo de produção de sorvetes e picolés. A experiência também possibilitou entender melhor como os conhecimentos aprendidos em sala de aula são aplicados no dia a dia de uma indústria.
Além disso, os acadêmicos realizaram uma pequena entrevista com dois profissionais graduados no curso de Engenharia de Alimentos da UFMS: Paloma Galvão Barros Silva, que atualmente trabalha como Analista de Controle de Qualidade da empresa, e Filipe Gustavo Costa Nunes, que atua como Analista de Planejamento e Controle da Produção (PCP).
Fonte: Os autores (2026).
Ao serem questionados sobre “Quais iniciativas poderiam aproximar os estudantes da realidade profissional durante a graduação?”, Paloma Galvão Barros Silva e Filipe Gustavo Costa Nunes destacaram alguns pontos a partir de suas experiências:
Paloma Galvão Barros Silva afirma que “as visitas técnicas poderiam ser realizadas com maior frequência, pois ajudam os estudantes a compreender como os conhecimentos adquiridos em sala de aula se conectam à realidade da indústria. Conhecer o fluxo de produção, a rotina e a interação entre os diferentes setores contribui para uma visão mais ampla e interdisciplinar da profissão. Da mesma forma, palestras com profissionais da área permitem conhecer outras perspectivas e entender como os conceitos acadêmicos são aplicados na prática”, segundo a mesma.
Filipe Gustavo Costa Nunes destacou que “a aproximação com as indústrias, por meio de visitas técnicas, oficinas e palestras, é muito importante para a formação dos estudantes. Como algumas indústrias possuem restrições às visitas, quando essas oportunidades acontecem, os alunos podem conhecer de perto a realidade do setor e relacionar o que aprendem em sala de aula com a prática. Essa experiência amplia o aprendizado e aproxima o estudante da realidade profissional”, ambos destacam a importância de fortalecer a relação entre a universidade e o setor industrial, principalmente por meio de experiências que permitam aos estudantes conhecer de maneira mais próxima a realidade profissional.
Paloma Galvão Barros Silva complementou que essa aproximação pode gerar benefícios tanto para os estudantes quanto para as empresas. Segundo sua perspectiva, o contato com a realidade industrial pode despertar nos acadêmicos ideias para o desenvolvimento de novos projetos e pesquisas, além de possibilitar a identificação de necessidades existentes no mercado que possam ser transformadas em oportunidades de estudo e inovação dentro da universidade que possam ajudar na indústria como otimizando um processo.
A segunda pergunta realizada aos entrevistados foi: “Qual é a importância de os estudantes de Engenharia de Alimentos terem contato com diferentes experiências e áreas de atuação durante a graduação?”
Ambos consideraram esse contato extremamente importante para a formação dos estudantes. Paloma destacou que essa experiência não deve se limitar à indústria, mas incluir as diferentes áreas de atuação possíveis para um engenheiro de alimentos. Segundo ela, a participação em estágios, projetos de extensão, atividades de pesquisa, iniciação científica e outras experiências práticas permite que o estudante conheça diferentes ambientes profissionais e identifique aqueles com os quais possui maior afinidade, Nesse sentido, o contato com diferentes áreas de trabalho contribui tanto para o desenvolvimento profissional quanto para o autoconhecimento, ajudando o estudante a compreender onde deseja atuar depois de formado. Filipe também reforçou essa importância a partir de sua própria trajetória profissional, mencionou experiências vivenciadas durante a graduação, como a iniciações científicas e visitas à indústria, como fatores que contribuíram para sua decisão de seguir carreira no setor industrial.
Ambos destacam que o contato com diferentes áreas contribui para mostrar aos estudantes e à sociedade o que realmente faz um profissional de Engenharia de Alimentos, sendo também um incentivo para outros estudantes conhecerem as diversas possibilidades de atuação e fortalecer a relação entre a universidade e o setor industrial.
Fonte: Os autores (2026).
Os relatos reforçam que sair do ambiente da sala de aula e conhecer a realidade da indústria permite ao estudante enxergar, na prática, como os conhecimentos adquiridos ao longo da graduação se conectam e são aplicados no cotidiano profissional. Para os alunos da disciplina, a experiência foi muito importante por proporcionar aprendizado, troca de conhecimentos e contato com situações que complementam a formação acadêmica. A atividade também reforça a importância da extensão como parte da formação dos futuros profissionais.
Autoria: Ronaldo Scarpellini Fujimoto
Maria Helena Souza Soares
Danilly Eduarda Barros Fernandes




