Projeto CEA leva quiz interativo ao Corredor da Saúde e desmistifica o papel dos alimentos processados na alimentação saudável
No dia 24 de abril, o Corredor da Saúde da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) reuniu estudantes, docentes e toda a comunidade em uma série de atividades voltadas à promoção da saúde e à divulgação científica. Entre as iniciativas presentes no evento, o curso de Engenharia de Alimentos marcou presença através do projeto “Conhecendo a Engenharia de Alimentos (CEA)” com uma estação interativa que chamou a atenção dos participantes: um quiz temático com o formato “Fato ou Fake” sobre alimentos processados.
Além disso, contamos também com mais uma edição do cabide solidário aberto à comunidade.
A proposta da ação foi levar à comunidade informações baseadas em evidências científicas sobre um tema que gera muita confusão no cotidiano: a relação entre alimentos processados e saúde. Por meio do quiz, os visitantes foram desafiados a identificar mitos e verdades sobre esses produtos, refletindo sobre a diferença entre alimentos processados e ultraprocessados, a importância da leitura de rótulos e o impacto do padrão alimentar como um todo na saúde. Para tornar a discussão ainda mais concreta, a estação contou com a exposição de alimentos processados do cotidiano como suco de uva integral, extrato de tomate, azeite extravirgem, pipoca comum e de pipoca natural de microondas, escolhidos justamente por serem exemplos de produtos que passam por algum grau de processamento, mas que preservam valor nutricional e fazem parte de uma alimentação equilibrada. A iniciativa mostrou, na prática, que a classificação de um alimento como “processado” não é sinônimo de prejudicial à saúde.
A iniciativa partiu de uma preocupação frequente entre estudantes e professores da área: a de que o discurso simplificado de que “tudo que é processado faz mal” pode gerar mais desinformação do que consciência alimentar. Com o quiz, a equipe buscou mostrar que nem todos os produtos processados são vilões da saúde e que o contexto em que são consumidos é determinante para avaliar seu impacto na alimentação.
Ao longo do evento, a estação recebeu visitantes de diferentes cursos e perfis, gerando conversas espontâneas e debate sobre o tema. A dinâmica interativa demonstrou ser uma ferramenta eficaz para aproximar o conhecimento científico do público geral, tornando a informação mais acessível e envolvente.
Esse momento de interação entre os alunos do curso e a comunidade trouxe diversas reflexões e nos fez perceber como a desinformação afeta o padrão alimentar das pessoas, como por exemplo relato de não tomar leite UHT por ter visto um vídeo afirmando que o leite na caixa tetrapack dura tanto tempo sem refrigeração por contar diversos aditivos para conservação.
O cabide solidário contou com diversas peças de roupa e calçados, onde quem quisesse e precisasse poderia passar e pegar uma peça para si, dessa forma além de levarmos informação ao público conseguimos também trabalhar a parte social do curso e ajudar a todos fosse com informação sobre alimentos ou com o cabide solidário.
A participação no Corredor da Saúde reforça o compromisso do curso de Engenharia de Alimentos com a extensão universitária e com a promoção de uma cultura alimentar mais crítica, informada e equilibrada, contribuindo para que a universidade cumpra seu papel social de levar ciência e conhecimento à comunidade.
Escrito por: Maria Eduarda Mendonsa Ferreira – Coordenadora do setor de campanhas do Projeto CEA.


