Engenharia de Alimentos leva inovação com frutos nativos à COP15

Postado por: Danilo Vegini De Matos Matos

Entre os dias 23 e 27, o curso de Engenharia de Alimentos da UFMS participou da Convenção sobre Espécies Migratórias COP15, contribuindo com a divulgação de produtos desenvolvidos a partir de frutos nativos do Cerrado e do Pantanal. A participação ocorreu no Bosque Expo, espaço oficial sediado no Shopping Bosque dos Ipês, que reuniu delegações, pesquisadores, ONGs e observadores de diversas partes do mundo.

 

Durante a programação, os estudantes do Projeto CEA, sob o planejamento da diretora da FACFAN, Luciana Miyagusku, apresentaram e ofereceram degustação de produtos como geleia de hibisco com especiaria de guavira, geleia de guavira, sequilhos de baru, palitinhos de jatobá, bombom de chocolate com recheio de guavira, sorvete de jenipapo e torradas de jenipapo e pequi. A ação destacou o potencial dos frutos nativos como matéria-prima para o desenvolvimento de alimentos inovadores, reforçando a importância da valorização da biodiversidade regional, da bioeconomia e das comunidades envolvidas na cadeia produtiva.

 

 

Além das atividades no evento oficial, o grupo também contou com um espaço de exposição no Hotel Novotel, em parceria com o Projeto Trilha Rupestre. Nesse ambiente, foi possível ampliar o contato com o público e fortalecer a divulgação dos produtos desenvolvidos, conectando ciência, cultura e território.

 

A participação na COP15 também contou com a atuação de um estudante do curso como voluntário. Juliano Gonçalves Rocha, acadêmico do 5º semestre de Engenharia de Alimentos, foi selecionado para acompanhar de perto a programação do evento e as atividades institucionais. Segundo relato do estudante, a experiência permitiu compreender a real dimensão da conferência e o envolvimento internacional nas discussões.

 

“O que mais me marcou foi perceber a dimensão do evento. Eu já compreendia a importância da COP15 para as espécies migratórias e para a conservação dos biomas, mas estar presente todos os dias me fez entender o nível de articulação entre os países. Tive contato com pessoas de diversas partes do mundo, acompanhei os working groups, participei de side events e fiz networking com pessoas incríveis. Outro ponto muito significativo foi a questão do idioma. Eu não sou fluente em inglês, então superar essa dificuldade foi extremamente gratificante.

Além disso, participei de uma dinâmica que estava acontecendo entre os participantes, chamada ‘Pins with Purpose’, em que as pessoas trocavam pins de espécies migratórias ao longo do evento. Foi uma forma leve e interessante de interação, que aproximou ainda mais os participantes e tornou a experiência mais marcante.”

A vivência proporcionou não apenas a troca de conhecimentos técnicos e culturais, mas também uma visão mais ampla sobre o papel da ciência, da cooperação internacional e da inovação no enfrentamento dos desafios ambientais globais.

 

 

Escrito por: Juliano Rocha – Coodenador Geral do Projeto CEA