UFMS brilha no Prêmio Finep 2025: Inovação do Cerrado-Pantanal

Postado por: Danilo Vegini De Matos Matos

Um momento marcante para a ciência de Mato Grosso do Sul: a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) não apenas participou, mas se destacou na etapa Centro-Oeste do prestigiado Prêmio Finep de Inovação 2025. Com uma atuação notável, a instituição conquistou duas vitórias importantes, sendo reconhecida nas categorias de Infraestrutura de Pesquisa e Desenvolvimento em ICTs e, de forma ainda mais especial, na de Destaque: melhor projeto coordenado por mulheres. Isso demonstra claramente o impacto e a relevância da pesquisa que nasce no coração do país.

Considerado o principal reconhecimento em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) do país, o Prêmio Finep é o espaço onde a inovação brasileira recebe o devido valor. Ele celebra o apoio essencial da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e ressalta como a CT&I são fundamentais para o desenvolvimento nacional, a competitividade e a melhoria da qualidade de vida. De um total de três mil projetos inscritos, 144 avançaram para a disputa regional, e a UFMS se sobressaiu entre os finalistas.

A entrega da Medalha Niède Guidon, que homenageia a liderança feminina na ciência, foi um dos pontos altos dessa conquista. Ela foi entregue ao projeto “Facility do Cerrado-Pantanal a bioprodutos foodtech: a primeira plataforma nacional aberta de proteínas e peptídeos com aplicações biotecnológicas“. Liderando essa iniciativa está a Professora Maria Ligia Rodrigues Macedo, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Alimentos e Nutrição (Facfan) da UFMS, com a expertise do Laboratório de Proteínas e Peptídeos Funcionais e Bioativos (LPPFB).

Para a Prof.ª Maria Ligia, a emoção é grande: “O Prêmio Finep é o reconhecimento máximo para quem se dedica à pesquisa e inovação tecnológica. Para o LPPFB/UFMS, este prêmio no Centro-Oeste não é só um aval, é a validação do nosso papel essencial na construção de uma bioeconomia que é sustentável e inovadora, valorizando a riqueza do nosso Cerrado e Pantanal.

Essa vitória mostra que a ciência produzida em Mato Grosso do Sul não só compete, mas também influencia o cenário nacional. “Fica evidente que o esforço do LPPFB/UFMS está gerando um impacto nacional significativo, fortalecendo a biotecnologia e a inovação em todo o Brasil“, afirma a professora. Ela destaca que anos de dedicação da equipe culminam neste momento, que também celebra o ineditismo da “Facility do Cerrado-Pantanal” como a primeira plataforma aberta do país no desenvolvimento de proteínas e peptídeos biotecnológicos.

A Medalha Niède Guidon reforça ainda mais o orgulho. “É um reconhecimento à força feminina na ciência, à presença ativa de mulheres inovadoras em projetos realmente importantes“, completa.

O caminho até aqui, no entanto, foi cheio de obstáculos. “Nosso grande desafio foi montar uma plataforma tecnológica complexa e multidisciplinar em um estado onde a indústria ainda está em expansão, conectando ciência, biotecnologia e inovação com foco na sustentabilidade“, revela a coordenadora.

Com grande persistência, a equipe superou barreiras de infraestrutura e captação de recursos. Conseguiu integrar diversas áreas do conhecimento, transformando a rica biodiversidade local em oportunidades concretas. “Cada etapa – desde o laboratório até as discussões com o setor produtivo – exigiu muita persistência, cooperação e uma visão clara de futuro“, conta a professora, impulsionando um ciclo de inovação e sucesso.

A Professora Maria Ligia faz questão de compartilhar os méritos: “Essa conquista é o resultado visível de um trabalho de muitas mãos. Cada pesquisador, estudante e colaborador que se juntou a nós nessa jornada é parte fundamental deste reconhecimento. A ciência avança em rede, e o sucesso do nosso projeto é a prova da união, da troca de ideias e da crença em um ideal: usar nossa biodiversidade para gerar inovação e promover o desenvolvimento sustentável do Centro-Oeste.”

Para quem sonha em contribuir para o futuro por meio da inovação, a professora deixa uma mensagem inspiradora: “Acreditem na ciência como um motor de mudança social. Inovar exige dedicação, colaboração e muita coragem para explorar novos caminhos. Investir em conhecimento, construir parcerias fortes e nunca esquecer o lado humano do nosso trabalho – o impacto real na vida das pessoas – são as bases para resultados duradouros.

Com grande gratidão, a Prof.ª Maria Ligia Macedo agradece à Finep, à UFMS, à equipe do LPPFB e aos parceiros. “Este prêmio não é só uma vitória; é a celebração da ciência brasileira e um reconhecimento ao potencial do Cerrado-Pantanal como um polo de inovação e prosperidade sustentável“, finaliza, com foco em um futuro onde a pesquisa do LPPFB/UFMS continuará a gerar resultados e impactos positivos.

Veja também a matéria: https://www.ufms.br/universidade-celebra-anuncio-de-dois-projetos-vencedores-do-premio-finep-de-inovacao-2025/

 

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Fotos: Arquivo pessoal da Professora Maria Ligia Rodrigues Macedo