Engenharia de Alimentos da UFMS promove troca de conhecimentos e sustentabilidade em comunidade quilombola

Postado por: Danilo Vegini De Matos Matos

Acadêmicos do curso de Engenharia de Alimentos da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) participaram, no dia 21 de agosto, de uma atividade de extensão na Associação Quilombola de São Miguel, em Mato Grosso do Sul. A ação promoveu a aproximação entre Universidade e comunidade, possibilitando a troca de conhecimentos sobre produção de alimentos, práticas de cultivo, colheita e pós-colheita, além de aspectos relacionados à sustentabilidade e à valorização da produção local.

Figura 1. Encontro de acadêmicos na Associação Quilombola de São Miguel

 

A extensão universitária desempenha papel fundamental na formação acadêmica ao aproximar o conhecimento produzido na Universidade das diferentes realidades da sociedade. Nesse contexto, a atividade permitiu aos estudantes conhecer de perto o cotidiano dos produtores da comunidade e compreender os desafios e práticas envolvidos na produção de alimentos.

A visita contemplou a participação em um dia de campo sobre horta agroflorestal, evento realizado pela Agraer, por meio de seu centro de pesquisa (Cepaer-Agraer), no qual foi apresentado e discutido o projeto do Edital Fundect/SEMADESC/SEAF de Extensão Tecnológica, intitulado “Horta Agroflorestal: conjugando produção agroecológica e recuperação de área degradada na comunidade quilombola São Miguel”.

Tércio Jacques Fehlauer, coordenador do projeto, destacou: “Foi uma grande oportunidade dos estudantes interagirem com esta experiência de produção sustentável de hortaliças e também da prática de Extensão Rural, permitindo acesso ao debate sobre os valores socioambientais da produção agroecológica e agroflorestal (soberania alimentar, regeneração do solo, sequestro de carbono, economia de água, etc.).”

Durante a visita, os acadêmicos acompanharam atividades relacionadas ao plantio e ao manejo das culturas, conhecendo técnicas empregadas no preparo e cuidado com o solo e no desenvolvimento dos cultivos. A experiência possibilitou relacionar conhecimentos adquiridos ao longo da graduação com as práticas realizadas no campo, fortalecendo a integração entre formação acadêmica e realidade produtiva.

Figura 2. Orientações sobre boas práticas de colheita e pós-colheita.

 

Outro aspecto abordado durante a ação foi a importância das boas práticas de colheita e pós-colheita, com orientações e troca de conhecimentos sobre cuidados capazes de contribuir para a preservação da qualidade dos alimentos, redução de perdas e aumento da vida útil dos produtos.

A atividade também proporcionou conhecimentos relacionados ao agrocultivo e aos sistemas agroflorestais, destacando a diversificação de espécies, a conservação do solo e o uso sustentável dos recursos naturais. Essas práticas podem contribuir para sistemas produtivos mais equilibrados e sustentáveis, ao mesmo tempo em que fortalecem a produção agrícola desenvolvida pela comunidade.

Figura 3. Acadêmico de Engenharia de Alimentos durante atividade de orientação à comunidade.

 

Além da aplicação dos conhecimentos técnicos, a experiência permitiu aos estudantes conhecer saberes e práticas construídos pelos produtores ao longo de sua relação com a terra e com a produção de alimentos. Dessa forma, a atividade se caracterizou como um espaço de troca de experiências e aprendizado mútuo entre os acadêmicos e a comunidade.

Figura 4. Participação dos acadêmicos em práticas de cultivo na comunidade.

 

A visita à Associação Quilombola de São Miguel reforça a importância da extensão universitária como instrumento de integração entre a UFMS e a sociedade. Para os futuros engenheiros de alimentos, a experiência amplia a compreensão sobre as diferentes etapas da cadeia produtiva e sobre a diversidade de contextos em que o profissional pode atuar.

A ação também contribui para a valorização da agricultura sustentável, da produção local e dos saberes das comunidades tradicionais, evidenciando como o conhecimento acadêmico e o conhecimento produzido no campo podem atuar de forma conjunta na busca por práticas mais sustentáveis e pelo fortalecimento das comunidades produtoras de Mato Grosso do Sul.

 

Autores: Matheus Zavala de Queiroz e Gabriel Sanches El Cheikh